Thiago Duarte Pimentel
Mariana Pereira Chavez Pimentel
Resumo:
 
Este ensaio teórico tem o objetivo de discutir a relação entre gestão social e esfera pública, tentando identificar de que modo a noção de esfera pública é apropriada no campo da gestão social. Para realizar tal intento, parte-se das observações apontadas originalmente no estudo de Pimentel e Pimentel (2010), que identificam a categoria esfera como uma divergência entre os autores que se dedicam ao campo de estudos da gestão social. Busca-se inicialmente recapitular a noção de esfera pública utilizando-se principalmente de autores como Habermas (2003) e Arendt (2007[1958]), entre outros, a fim de compreender como surgiu tal conceito, qual o seu sentido e de que forma ele se m o d i fi c o u . N a s e q u ê n c i a , f a z - s e u m a retrospectiva acerca de alguns estudos dos principais autores que tratam da gestão social atualmente – França Filho (2008), Tenório (2008) e Fischer et al. (2006) – buscando abordar como a questão da esfera pública é analisada por cada um deles, a fim de cotejá-las com aquela noção balizadora previamente apresentada por Habermas (2003) e Arendt (2007[1958]). Como contribuições parciais deste trabalho, apontamos que a transformação de uma esfera pública política em uma esfera pública “domestica” ou cooptada pelas questões da reprodutibilidade da vida parece-nos incorporada e reproduzida no campo da gestão social, que se esforça em pensar a provisão de mecanismos para a reprodução material em uma forma de economia alternativa, e menos se dedica à inserção política dos atores (marginalizados) nas outras formas de economia. Assim, concluímos que a gestão social, apesar de rotineiramente ser enquadrada no âmbito da esfera pública no sentido grego, está mais próxima do que Arendt (2007[1958]) chama de esfera social.
 
Palavras-chave: Gestão Social, espaço público; esfera pública.
 
Abstract:
 
This essay aims to discuss the relationship between social management and public sphere, trying to identify how the notion of the public sphere is appropriated in the field of social management. To achieve this purpose, it starts from the comments originally made in the study by Pimentel and Pimentel (2010), which identify the category sphere as discordance among authors who engage within studies in social management field. To accomplish this purpose, initially it sought to recapitulate the notion of public sphere is used by authors such as Habermas (2003) and Arendt (2007 [1958]), and others, to understand how this concept came out, what its sense and how it has changed. Further, it is a retrospective study about some of the main authors who deal with social management today - França Filho (2008), Tenório (2008) and Fischer (2006) - trying to address the issue of the public sphere as analyzed for each one of them, so,  comparing them with marker prior to that notion by Habermas (2003) and Arendt (2007 [1958]). As partial contributions of this work, we point out that the transformation of the political public sphere into a public sphere "domestic" or coopted by the issues of reproducibility of life, it seems e m b e d d e d a n d r e p r o d u c e d i n s o c i a l management, which strives to consider the provision of mechanisms for reproduction material in a form of alternative economy and less engaged in the political integration of the actors (marginalized) in other forms of economy. Thus, we conclude that the social management, despite routinely being framed within the public sphere in the greek sense, is closer than Arendt (2007 [1958]) calls the social sphere.
 
Key-words: Social management, public space; public sphere.
 
1. INTRODUÇÃO
 
Partindo das observações apontadas no estudo de Pimentel e Pimentel (2010) e Pimentel et al. (2010; 2014) acerca da sistematização do conhecimento no campo da gestão social, em que se aponta um conjunto de categorias que perpassam a discussão deste campo de conhecimento apontando ao final convergências e divergências dos diferentes autores que abordam o tema. Especificamente, foram identificadas como questões não resolvidas a discussão sobre as esfera de atuação da gestão social e diferentes posicionamento sobre a categoria autonomia e poder. Visando aprofundar a discussão, este ensaio teórico tem o objetivo de discutir a relação entre gestão social e esfera pública, tentando identificar a noção de esfera pública e de que modo ela é apropriada no campo da gestão social, por parte dos autores que abordam esta temática.
 
Para realizar tal intento, buscou - se inicialmente recapitular a noção de esfera pública desde a cidade-estado grega até a modernidade, utilizando-se principalmente de autores como Habermas (2003) e Arendt (2007[1958]), entre outros, a fim de compreender como surgiu tal conceito, qual o seu sentido, de que forma ele se modificou e como se apresenta atualmente. Na sequencia, faz-se uma retrospectiva acerca dos principais estudos dos principais autores que tratam da gestão social atualmente – França Filho (2008), Tenório (2008) e Fischer, Melo, Carvalho, Jesus, Andrade & Waiandt (2006) – e o modo como eles posicionam suas idéias sobre o tema, buscando, especificamente, abordar como a questão da esfera pública é analisada por cada um deles, a fim de cotejá-las com aquela noção balizadora previamente apresentada por Habermas (2003) e Arendt (2007[1958]).
 
Por fim, num terceiro momento, são apresentadas as reflexões de como a noção de esfera pública é incorporada no campo da gestão social por cada um dos principais autores abordados, e segundo suas perspectivas de análise, tentando evidenciar os limites e contribuições de cada uma delas. Como contribuições parciais deste trabalho apontamos q u e a n o ç ã o d e e s f e r a p ú b l i c a , c o m o originalmente abordada, tem se modificado no sentido de se tornar cada vez mais “domesticada” ou cooptada pelas questões da reprodutibilidade da vida social e menos envolvidas pela dimensão política, como originalmente concebida. Esse esvaziamento da dimensão política parece ter sido incorporado e reproduzido no campo da gestão social que foca mais a questão de prover mecanismos para a reprodução material em uma forma de economia alternativa e menos dedicados a inserção política dos atores (marginalizados) nas outras formas de economia. Assim, concluímos que a gestão social, apesar de rotineiramente ser enquadrada no âmbito da esfera pública no sentido grego, está mais próxima do que Arendt (2007[1958]) chama de esfera social – inclusive devido às próprias condições de nosso tempo – o que nos levar a questionar sobre a possibilidade de se falar em esfera pública, no sentido grego e a nos levar a refletir quais as possibilidades reais da “esfera social” da contemporaneidade pensando no sentido da utopística (Wallerstein, 2003).
 
2. A CONSTITUIÇÃO DA ESFERA PÚBLICA
 
Os múltiplos usos dos termos “público” e “esfera pública” remetem ao questionamento de suas origens e dos significados que lhes são associados. Originalmente, a idéia de “coisa pública” ou do que é público é creditada aos filósofos da Grécia Antiga, onde Platão se destaca como um dos pioneiros a registrar suas idéias sobre o assunto. Habermas (2003), ao tratar historicamente da mudança estrutural por que vem passando a esfera pública desde a polis grega até a sociedade moderna, analisa também historicamente as categorias “público”, “privado” e “esfera pública” e considera que são chamados “públicos” certos eventos acessíveis a qualquer um, o mesmo ocorre ao referir-se a locais públicos. Quando se trata de “prédios públicos” o sentido não é de acesso livre, mas que tais prédios abrigam instituições do Estado, e como tais, são públicos, pois fazem referência à coletividade. “O Estado é o poder público” e deve este atributo ao intuito de promover o “bem público”, bens comuns a todos os cidadãos (Habermas, 2003: 14).
 
Habermas (2003) localiza espaço-temporalmente a constituição e emprego mais frequente da categoria “público” como referindo-se a uma opinião pública, ou seja, uma esfera pública informada (ou indignada). Habermas identifica que em alemão, só no século XVIII é formado o substantivo publicidade, em analogia a publicité e publicity, a partir do adjetivo “público”.
Habermas (2003) parte do raciocínio de que se somente neste período (séc.XVIII) a esfera pública exige seu nome, apenas então é que se constituiu, deste modo, ela pertence à sociedade burguesa, que se estabelece na época como setor de troca de mercadorias e de um trabalho social com leis próprias. No entanto, as palavras “público” e “privado” já eram faladas antes, desde a Grécia antiga, transmitidas ao mundo moderno na sua versão romana. Como aponta Habermas (2003: 15):
 
Na cidade-estado grega desenvolvida, a esfera da polis que é comum aos cidadãos livres (koiné) é rigorosamente separada esfera do oikos, que é particular a cada indivíduo (idia). A vida pública, bios politikos, não é, no entanto, restrita a um local: o caráter público constitui-se na conversação (lexis), que também pode assumir a forma de conselho e de tribunal, bem como a de práxis comunitária (práxis), seja na guerra, seja nos jogos guerreiros.
 
Como a ordenação política da polis obedece a uma economia escravagista em forma patrimonial, a posição na polis baseia-se na posição do déspota doméstico. Sob o abrigo da dominação do déspota se dá a reprodução da vida - o trabalho dos escravos, o serviço das mulheres -, ou seja, é o espaço da necessidade e da sobrevivência. Em contraposição, tem lugar a esfera pública como o espaço da liberdade, onde tudo é visível a todos. Nas palavras de Habermas (2003: 16):
 
Assim como nos limites do oikos a necessidade de subsistência e a manutenção do exigido à vida são escondidos com pudor; a pólis oferece campo livre para a distinção honorífica: ainda que os cidadãos transitem como iguais entre iguais (homoioi), cada um procura, no entanto, destacar - se (aristoiein).

Rosalinda Gámez Gastélum
César Ramón Aguilar Soto
Resumen:
 
Se presenta un estudio de clima y cultura organizacional  en  una  institución  de educación  superior  a  partir  de  las dimensiones de toma de decisiones, satisfacción en  el  trabajo  y  liderazgo  en  lo  referente  al ambiente  laboral  y  de  las  dimensiones  de artefactos culturales, valores y supuestos en el aspecto cultural. La investigación realizada es de naturaleza mixta (cualitativa y cuantitativa) y los hallazgos  de  la  pesquisa  indican  que  esta organización se caracteriza por la coexistencia de cuatro climas laborales distintos dos positivos en los administrativos) y dos hostiles (en los académicos)  y  con  la  presencia  de  tres subculturas  organizacionales.  Políticos, administrativos  y  académicos,  producto  de grupos de actores organizacionales yuxtapuestos que se encuentran en constante conflicto laboral.
 
Palabras clave: cultura organizacional, clima laboral e instituciones educativas.
 
Introducción
 
La relación entre satisfacción laboral y clima organizacional, es un tema de gran relevancia actualmente en el ámbito educativo, debido a los procesos de acreditación y certificación de las instituciones educativas. La satisfacción laboral de los docentes y su profesión, así como las formas organizacionales de las universidades, son temas preocupantes para la psicología, economía, administración y los estudios organizacionales. Este tópico se inscribe dentro de la línea de investigación de talento humano, en el sentido de que ubica al docente como el factor más importante de la organización para que esta llegue a esos procesos de certificación y acreditación que exige el actual entorno organizacional.
El tema de cultura organizacional, como perspectiva en el estudio de las instituciones educativas, es relativamente nuevo y a pesar de su importancia, se tiene que reconocer que ha estado ceñido de ambigüedad. Esta investigación es oportuna, ya que ayuda a comprender a la cultura organizacional y a la forma en que ésta afecta a la toma de decisiones, dentro de la Universidad de Occidente (UdeO). También permite conocer el diagnóstico del clima organizacional.
 
Esta investigación es viable, pues se observan algunos síntomas que acusan que se está utilizando o aplicando incorrectamente la cultura organizacional interior de la Universidad, lo cual impacta en la toma de decisiones de sus directivos, ya que se observa a los integrantes de la planta docente y administrativa con bajo rendimiento laboral, quejas de alumnos en el retraso de su trámites escolares, poco o nulo apoyo al mejoramiento y capacitación de su planta docente y estudiantil, entre otros.
En suma, ambos temas, cultura y clima organizacional, son de gran relevancia para las universidades en el entorno actual, caracterizado por la creciente certificación.
 
Metodología
 
Esta investigación es de tipo descriptivo y se llevó a cabo bajo un enfoque mixto, es decir, utilizando tanto los paradigmas de la investigación cualitativa, como de la cuantitativa, buscando que existiese un equilibrio entre ambos enfoques, (cualitativo y cuantitativo) para, de esa forma, poder combinarlos desde el inicio, hasta el final del trabajo. También es necesario mencionar que existen pocos antecedentes respecto a este tema.
 
Un ejemplo repres entativo de l a s características anteriores es el estudio de Heck (1986), en el que relacionó al aspecto de la cultura con el liderazgo. El autor intentó validar un modelo de liderazgo de tres dimensiones, entre las que incluyó a la contribución del director, a la formación de una cultura y al clima de la institución. Para ello, aplicó un cuestionario basado en una escala de Likert, de cinco puntos, dirigido a profesores de escuelas primarias, secundarias y preparatorias. El objetivo era obtener respuestas sobre la calidad del liderazgo, en establecimientos educativos del estado de California, Estados Unidos y las islas Marshall. Los resultados lo llevaron a validar el modelo, aunque la fuerza de las tres dimensiones fue menor en las Islas Marshall.
Como objetivo general de esta investigación se planteó:
 
Conocer la cultura y clima organizacional de la U de O, unidad Culiacán y su impacto en el proceso de toma de decisiones. A partir de ahí se trazaron los siguientes objetivos específicos:
 
  • Analizar la cultura organizacional para establecer las diferencias que existen en su comportamiento organizacional;
  • Analizar los elementos del clima organizacional para identificar la relación que tienen con la satisfacción laboral y la construcción de una cultura organizacional.
  • Encontrar la relación existente entre la cultura organizacional y la toma de decisiones dentro de la institución educativa.
  • Determinar las características de la toma de decisiones en la Universidad.
En esta investigación se planteó como hipótesis de trabajo:
 
Hi: “La cultura y el clima organizacional que se percibe en la U de O, unidad Culiacán, influye en el comportamiento organizacional del personal docente y administrativo, condicionando los niveles de motivación laboral y su rendimiento profesional”.
 
Respecto a la metodología cualitativa empleada se utilizó la observación no participante (con registro de diario de campo), un total de seis entrevistas semiestructuradas, hechas al director de unidad, subdirectora académica, Jefe de la DES en Ciencias Sociales y Humanidades, Jefe de la DES Económica-Administrativa, Jefe de la DES de Ingeniería y Tecnología, y Jefe de Investigación y Postgrado. También se usaron técnicas audiovisuales (fotografías y video).
 
Del paradigma cuantitativo se usó la técnica de recolección de información del cuestionario, el cual se aplicaron seis auto-administrados, utilizando la Escala Likert para conocer el grado de conocimiento de los actores respecto a sus valores organizacionales, proceso de toma de decisiones y el clima organizacional en general que prevalece en la institución estudiada.
 
En este trabajo de investigación se retomaron los elementos de cultura, propuesto por Edgar Schein en cuanto a los niveles para estudios culturales.
 
a. Artefactos culturales;
b. Valores organizacionales;
c. Supuestos;
 
La investigación de campo se llevó a cabo en las instalaciones de la Universidad de Occidente, unidad Culiacán, ubicado en el kilómetro 1.5 de la carretera Culiacancito. En Culiacán, Sinaloa, México en el periodo de junio-agosto de 2013.
 
Respecto a la dimensión de clima organizacional, se realizó una descripción de todos los elementos que componen el clima de esa organización. Esto fue posible a través de las técnicas de recolección de información, tales como la observación participante; se llevó diario de campo durante tres meses y se aplicaron 60 cuestionarios: 30 a personal docente e igual número a personal administrativo.
 
Para realizar el diagnóstico de clima organizacional, se diseñó un instrumento de 50 ítems, el cual previamente fue piloteado con una muestra de 10 profesores de la Facultad de Estudios Internacionales y Políticas Públicas de la Universidad Autónoma de Sinaloa.
 
Marco teórico. Cultura organizacional
 
La cultura organizacional es un tema que ha generado un boom desde la década de los 80. Sin embargo, el término tiene una amplia gama de perspectivas de estudio, las cuales se explican en este primer apartado como una forma de acercamiento a este concepto.
 
El concepto de cultura es nuevo, en cuanto a su aplicación a la gestión empresarial. Es una nueva óptica que permite a la gerencia comprender y mejorar las organizaciones. Los conceptos que a continuación se plantean han alcanzado gran importancia porque obedecen a una necesidad de comprender lo que ocurre en un entorno y explican por qué algunas actividad es que se realizan en las organizaciones fallan y otras no. Se analiza a la cultura organizacional, como variable externa, en la cual los actores llevan sus culturas de origen a la organización y ahí tienen lugar una serie de interrelaciones, que hacen única esa cultura organizacional en ese contexto, el cual, a su vez, está influido por la cultura societal y la cultura corporativa de la organización.

Nelma T Zubek Valente
Maurício de Cordeiro Teixeira
Heloíse Carine Bittencourt Teixeira
Resumo:            
 
De  natureza  teórico - empírico,  com Dprocedimentos de pesquisa exploratória, este estudo apresenta os resultados de uma  pesquisa  de  campo  realizada  com  236 jovens com idades entre 15 e 18 anos para identificar as percepções dos jovens sobre estágio e detectar eventuais resistências ao estágio não remunerado. Os resultados, obtidos por meio de questionário com questões abertas e fechadas, permitiram constatar que: a quase totalidade dos pesquisados já ouviu falar de estágio, sendo a escola o meio de comunicação mais citado. Os resultados da pesquisa revelaram ainda que apesar da maioria dos pesquisados considerar o estágio como porta de entrada para o mercado de trabalho , considerando a experiência adquirida como ampliadora das chances de emprego e como fonte enriquecedora do currículo, mais de 86% dos entrevistados ainda não realizou nenhum tipo de estágio. Embora mais de 40% dos pesquisados tenham afirmado que aceitariam realizar um estágio não remunerado, contatou-se que a pequena parcela dos que já realizaram estágio buscaram oportunidades remuneradas, evidenciando-se aí a resistência ao estágio não remunerado. Constatou-se ainda que para a grande maioria dos pesquisados a área onde o estágio está sendo oferecido é que faz a diferença no momento da escolha do estágio independentemente do valor da remuneração.
 
Palavras-chave: estágio não remunerado, mercado de trabalho, resistência aos estágios não remunerados
 
Abstract:
 
Based on a theoretical-empirical nature, with procedures of exploratory research, this study presents the results of a field research carried out with 236 young adults with the age around 15 and 18 years old, in order to identify their perceptions about training and find out eventual resistance to non-remunerated training. The results, which were obtained by means of a questionnaire, with open and closed questions, allowed us to conclude that: most of the interviewed students have already heard about training, having the school as the most mentioned means of communication. The results of the research have also revealed that spite of most interviewed students consider the training as the front door to the work market , regarding the acquired experience as being responsible to increase the chances of finding a job and enriching the curriculum, more than 86% of them have not accomplished any type of training. Although more than 40% of the people interviewed have said that they would accept a non- remunerated training, the small number of the ones who have done some training, had searched for remunerated opportunities, what brings the evidence of the resistance by the students to non-remunerated training. It was also noticed that for most of them what really makes difference at the moment of choosing a training is the area where the training is offered, and not the value of remuneration.
 
Key words: non-remunerated training, market work, resistance to non-remunerated training
 
1. Introdução
 
O estágio é na vida do jovem, o período que antecede a sua estréia em uma profissão, por isso, a grande importância de que se reveste essa etapa, considerada com um ensaio, um momento de ascensão na preparação do aluno para sua vida profissional. É por meio do estágio que o aluno, enfrentando os desafios do mundo moderno, tem a possibilidade de aprender fazendo, transformar o saber ao aliar a teoria aprendida na academia com prática utilizada nas organizações. Desta forma, o estágio pode ser considerado um campo de treinamento, um espaço prático de aprendizagem onde o estagiário terá contato com situações e atividades de aprendizagem que visam à formação profissional do mesmo. É um período que possibilita a formação de uma espécie de identidade profissional do estagiário, uma vez que todas as experiências que este vivenciará gerarão nele um senso crítico sobre sua profissão e seu futuro profissional. Esses e outros aspectos relacionados ao estágio são abordados sob diferentes ângulos pela literatura que trata do assunto incluindo Mendes (2005), Pereira Junior (2005), Santos (2004), Garcia (2002), Buriolla (2001), Sousa (1999), Rittner (1999), Toledo (1997), Ropé & Tanguy (1997), Franco (1997), Roesch (1996), Plonski (1995) e Freitas (1993) entre outros. Roesch (1996) entende que em uma visão mais tradicional do processo de formação do aluno, os estágios são considerados como forma de complementar a aprendizagem eo ensino acadêmico. Independentemente desse entendimento, contudo, devem ser planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com o currículo, programas e calendário escolar, a fim de se constituir em instrumento de integração, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e de relacionamento humano.
 
Porém, um dos problemas encontrados na realização de estágios relaciona-se ao fato de que algumas organizações onde o estágio será realizado não oferecem condições mínimas para tal. Em certos casos, a entidade não demonstra interesse em integrar-se com a instituição de ensino ou vice-versa. Tal situação faz com que tanto a instituição de ensino quanto o estagiário, e, em alguns casos, também o campo de estágio sintam-se explorados em momentos específicos. (Buriolla, 2001).
 
Atualmente, muito se discutem as questões relacionadas à abertura do mercado de trabalho aos jovens que buscam seu primeiro emprego, e neste meio extremamente competitivo, torna-se cada vez mais difícil começar uma vida profissional sem ter experiência, sem a prática na atividade que se deseja desenvolver. É nesse contexto que entra a importância do estágio, seja ele remunerado, não remunerado, voluntário, supervisionado ou qualquer que seja a sua forma, considerando a sua importante condição de mecanismo intermediário para a conquista de uma vaga no mercado de trabalho. (Santos, 2004; Sousa, 1999; Franco, 1997).Observa-se, entretanto, que, infelizmente, nem todas as pessoas possuem essa percepção acerca do assunto. No ambiente de trabalho onde estes pesquisadores atuam, têm-se freqüentemente observado a grande resistência dos jovens para a realização de estágios não remunerados.
 
Considerando essa problemática e a importância da realização de estágios, desenvolveu-se a presente pesquisa com o objetivo de identificar as percepções dos jovens sobre estágio e detectar eventuais resistências ao estágio não remunerado. Tal estudo se justifica em razão da importância e da relevância do estágio para a profissionalização dos jovens e a conseqüente abertura do mercado de trabalho para os mesmos. O tema além de relevante é também importante por relacionar-se ao possível desconhecimento por parte dos jovens acerca da importância do estágio como mecanismo intermediário para a conquista de uma vaga no mercado de trabalho. Além disso, os resultados de uma investigação desta natureza poderiam contribuir para o desenvolvimento de ações visando despertar a percepção dos jovens e suas famílias sobre o tema em questão para uma visão mais abrangente e adequada em relação a realidade do estágio e sua importância.
 
2. Revisão da Literatura
 
2.1 Estágio: um olhar sobre um ponto crucial da educação profissional
 
Pensar estágio é visualizar a oportunidade de colocar em prática a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, tripé que sustenta o conceito de universidade no país, referendado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN. O estágio, de acordo com Santos (2004) é a ponte do conhecimento acadêmico, universitário para o pluriversitário: “[...] é contextual na medida em que o princípio organizador da sua produção é a aplicação que lhe pode ser dada” (Santos, 2004, p.30). Essa aplicação ocorrendo além muros escolares prevê a existência ou o surgimento dos problemas, mas também exige a determinação para a solução e os critérios adotados para o trabalho resultam de “[...] uma partilha entre pesquisadores e utilizadores”. (Ob. cit. p.30). Pereira Júnior (2005) complementa afirmando que se trata de um diálogo permanente com as demandas sociais.
 
Essa conjuntura segundo Garcia (2002, p . 330 - 331), geralmente impõe grandes dificuldades aos jovens porque ao mesmo tempo em que são instigados a buscar “[...] autonomia, independência e realização de si através do trabalho [...]” este se torna escasso e com exigências ampliadas. No entanto, em pesquisa realizada com jovens estudantes-trabalhadores do estado de São Paulo, a autora constatou que a qualificação profissional destes ocorreu “[...] em serviço, a partir dos ensinamentos dos trabalhadores mais experientes” e não necessariamente na escola (Garcia, 2002, p . 332) . Tais constatações confirmam a importância do aprendizado em ambiente real, possibilitado pelo trabalho realizado pelo jovem.
 
Entretanto, a própria Lei das Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n. 9394 de 20 de dezembro de 1996 concebe o Ensino Médio como formação genérica tanto para o trabalho como para a cidadania, fundamentada no pressuposto de que a aprendizagem das habilidades necessárias ao trabalho se dá em serviço, considerando que a escola, por diferentes razões, entre as quais a velocidade das inovações tecnológicas, não consegue qualificar para o mercado de trabalho.
 
O problema, segundo Garcia (2002), é que essa garantia formal da equidade não tem garantido que os desiguais recebam tratamento adequado em relação à diminuição da desigualdade. Para a autora, o espaço escolar que deveria promover equidade, está de fato, organizado apenas para possibilitar a simulação dessa equidade, revelando um distanciamento entre expectativas desses jovens e a realidade que a eles se apresenta. Garcia (2002, p.340) reforça, entretanto, que: A despeito dos paradoxos da escola e da imprevisibilidade do mundo do trabalho, a maneira como se colocam nesses dois campos é central na projeção de seu futuro e na configuração de sua identidade [...] (Garcia, 2002, p. 340)

Fany Thelma Solís Rodríguez
Jesús Alberto Rodríguez Alonso

 Artículo completo

Resumen           

 

En  algunos  países  industrializados  la Eempresa familiar es una figura clave en el crecimiento de dichas economías, ya que la  reconocen  legalmente  y  eso  permite  que tengan ventajas financieras, económicas y sociales que pueden aprovechar de ellas. En el caso de México, a pesar de su existencia, hay vacíos jurídicos conceptuales al respecto, lo que conlleva a una limitación en su desarrollo. El presente texto resalta lo anterior y deja expuesto el potencial que este tipo de empresas tiene para el desarrollo económico regional, particular-mente para el norte de México. Se hace una clarificación jurídica-conceptual que posibilita el análisis para el diseño e implementación de políticas públicas que fortalezcan este tipo de empresas.

 

Palabras claves: empresa familiar, desarrollo regional, políticas públicas.

 
Abstract
 
In some industrialized countries the family business is a key figure in the growth of these economies, as the legally recognized and that allows them to have financial, economic and social benefits that can leverage for them. In the case of Mexico, despite its existence, there are loopholes conceptual about it, leading to a limitation in its development. This paper highlights the above and exposes the potential these businesses have for regional economic development, particularly for northern Mexico. A strong conceptual legal clarification that enables the analysis for the design and implementation of public policies that strengthen these businesses is made.

Keywords: family business , regional development, policies
 
Introducción
 
En muchos sentidos las empresas pueden considerarse el “motor” de la sociedad capitalista, su relevancia estriba en la capacidad para generar, movilizar y transferir bienes y servicios al conjunto de consumidores. Las empresas pueden clasificarse en diversas formas: por su tamaño, por el número de empleados, por el origen de su capital: el giro económico, entre otras: y aun cuando vivimos en una época en que las grandes empresas transnacionales acaparan el escenario económico global, las micro y pequeñas empresas continúan siendo importantes en la dinámica económica, pues gran parte de ellas surgen como una alternativa de ingreso para las familias.

 

En este contexto, aquellas que son consideradas como familiares o administradas por la familia cobran especial interés, por ello se exponen diversas reflexiones respecto a una cuestión: ¿cuál es el potencial de la empresa familiar para el desarrollo regional? Específicamente en la frontera norte de México, tomando como referencia las cifras y políticas públicas aplicables en este rubro. Para responder a lo anterior se siguen tres objetivos. Establecer una discusión sobre el concepto de empresa familiar en la esfera jurídica y legal, lo que conlleva considerar el papel que juega en la actividad económica y social de la región. Puntualizar la importancia de la empresa familiar en el contexto nacional respecto a algunos países en el mundo, efectuando un acercamiento comparativo de la visión económica que tienen otros gobiernos sobre la contribución que hace la empresa familiar en sus economías. Describir el potencial socio-económico que posee la empresa familiar para el desarrollo regional de la frontera norte de México, bajo la premisa de que este tipo de empresas son entes económicos y sociales que generan empleo y son parte importante de la actividad socio-económica nacional.

 

Es así como el trabajo consta de cuatro apartados. El primero trata, brevemente, los antecedentes de la empresa familiar y las principales teorías que la fundamentan. Asimismo se hace un análisis de las definiciones de empresa familiar y se presenta una propuesta de definición con la que se trabaja en este artículo. En el segundo apartado se expone un comparativo conceptual de la empresa familiar en algunos países del mundo y la concepción empírica en México. También se muestran cifras relacionadas con la empresa familiar en la actividad económica en dichos países, con el fin de reflexionar su importancia en México y el mundo. En el tercer apartado se reflexiona sobre las ventajas y fortalezas de la empresa familiar dentro de la actividad económica nacional y su potencial para el desarrollo regional. Por último, se exponen algunas consideraciones a modo de conclusiones como punto de partida para el debate en futuras discusiones.

 

1. Empresa familiar: breve antecedente y reflexión conceptual

 

Es importante hacer una revisión cronológica del concepto de empresa familiar, considerando las primeras investigaciones relacionadas con ella, enfatizando las teorías que la fundamentan, así como las propuestas conceptuales que hacen al respecto distintos autores en la literatura.

 

Los primeros trabajos conceptuales sobre la empresa familiar se originan en la década de los 80 y se apoyaron en la Teoría General de Sistemas. Al respecto, Ferrer (1998) menciona que la visión sistémica viene a suplir al viejo paradigma mecanicista, en tanto que permite el rescate de la complejidad que se presenta en un sistema, ya sea social, vivo o económico. En este sentido ,el sistema ya no se concibe cerrado sino al contrario con permeabilidad e influencia y confluencia de diversos elementos tanto internos como de otros subsistemas. Un sistema es definido por Bertalanffy (1976, p. 54) como la suma de elementos considerados aisladamente […] y las relaciones entre ellos”. Van Gigch (1987, p. 17) señala, que dichos elementos relacionados pueden ser tanto conceptos como objetos o sujetos, en tanto que es posible que los sistemas estén compuestos por otros sistemas a los que llama subsistemas. Johansen (2005, p. 54) advierte también que un sistema se encuentra bajo la influencia de ciertas fuerzas definidas.

 

 

Con base en lo anterior, Davis y Stern (1980) se refirieron a la empresa familiar como el fruto de una intersección entre dos sistemas sociales distintos: la familia y la empresa. Mientras, Davis y Taguri (1996) introdujeron un enfoque de roles bajo tres subsistemas que convergen en ella: la familia, la propiedad y la empresa. A dicho enfoque se le conoce como el Modelo de los tres círculos (ver figura 1).

Juliana Miketen Rocha
Nelma T Zubek Valente
 
Ode forma bastante elevada a produção de bens  e  serviços.  Em  razão  disso,  as empresas realizam ações no intuito de reduzir o ônus tributário, cujas modalidades podem ser lícitas  ou  ilícitas.  A  elisão  fiscal,  que  é  a modalidade lícita de redução de impostos, visa, através de planejamentos, alternativas na lei que permitam  maiores  economias  tributárias.  No entanto,  para  sua  realização,  é  necessário conhecer profundamente a legislação fiscal e todos os aspectos da empresa estudada. Por este motivo, os contribuintes acabam optando pela  evasão,  modalidade  ilícita,  como  a sonegação  fiscal. Assim,  a  contabilidade  das empresas sonegadoras de impostos tende a ficar distorcida  e  mascarada  visto  que  os  Livros Contábeis são os meios de fiscalização pelos órgãos  fiscais  competentes.  Por  este  motivo, este estudo se propôs a responder a seguinte questão: Quais os aspectos fiscais e contábeis envolvidos  nas  empresas  que  se  utilizam  da evasão  ou  elisão  fiscal?  Para  responder  a questão, foi estudada uma empresa de médio porte  do  ramo  de  prestação  de  serviços  de transporte de cargas, que apresentava indícios de sonegação fiscal, e era cliente do escritório de contabilidade  onde  o  estudo  foi  realizado. Através de um levantamento dos valores reais da empresa realizou-se um planejamento tributário, possibilitando a análise dos aspectos contábeis e fiscais da confrontação entre elisão e evasão fiscal. Os resultados revelaram que a referida empresa sonegou cerca de 87% de impostos no ano  de  2007  e  que  em  razão  disso  sua contabilidade  estava  significativamente distorcida e mascarada.
 
Palavras-chave: Evasão; Elisão; Planejamento Tributário.
 
1. INTRODUÇÃO
 
No Brasil, diante da alta carga tributária e da acirrada concorrência empresarial, as entidades recorrem a algumas ferramentas de redução de impostos (Casa grande, 2004). Essas ferramentas podem ser lícitas ou ilícitas, caracterizadas dependendo de alguns fatores que determinam sua licitude ou ilicitude. São ilícitos os meios utilizados para ocultar ou dissimular o fato gerador, denominados de evasão fiscal. Como exemplo de evasão tem-se a sonegação, fraude, simulação, entre outros artifícios dolosos (Dória,1971). Já os meios lícitos são assim considerados por serem antecedentes ao fato gerador, de forma que a empresa tenha a possibilidade de planejar suas atividades com intuito de diminuir o montante de tributos sem precisar recorrer à ilicitude (Malkowski, 2000).
 
Para realizar a elisão fiscal, é fundamental o uso dos controles e informações contábeis. No entanto, nas micro e pequenas empresas, o grande problema reside nos empresários que não conhecem e nem possuem esses controles, assim também como não sabem quais são os objetivos da contabilidade, acreditando que o único usuário destas informações é o fisco (Costa & Yoshitake, 2004). Para sua realização, a elisão fiscal, que também pode ser chamada de planejamento tributário, exige, segundo Casagrande (2004) estudos profundos da legislação vigente e também o conhecimento detalhado de todos os aspectos da empresa, para que o planejamento possibilite o aproveitamento de todos os créditos que podem ser deduzidos no valor a recolher de tributos. Segundo o autor, pelo fato da elisão fiscal exigir um trabalho árduo e criterioso, este não é o meio usualmente escolhido pelos profissionais da área de contabilidade e dos contribuintes em geral, que acabam optando pelas modalidades ilícitas (Casagrande, 2004). Considerando que os Livros e Demonstrações contábeis são importantes meios utilizados pelo fisco para fiscalizaçã o de seus contribuintes , a s contabilidades de entidades sonegadoras de impostos ficam induzidas a mascarar esses crimes, por meio de distorções e ocultamentos dos reais valores da empresa.
 
Por tanto, o presente trabalho é dedicado ao estudo da confrontação entre a evasão e elisão fiscal, abordando os aspectos fiscais e contábeis e conseqüências dessas modalidades de redução de impostos.
 
Para analisar essa problemática, foi estudada uma empresa de prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal de cargas, que apresentava indícios de sonegação fiscal. A empresa em questão era cliente do escritório de contabilidade em que uma das pesquisadoras realizou o estágio em ambiente real. Através do levantamento dos valores REAIS da empresa estudada, realizou-se um planejamento tributário, possibilitando a análise das opções entre os regimes de tributação, e a verificação do regime mais vantajoso para a empresa estudada. Desta forma, foi possível comparar os aspectos fiscais e contábeis das modalidades de evasão fiscal e elisão fiscal para a empresa em estudo, objeto da elaboração do planejamento tributário, considerando os indícios que apresentava como sonegadora de impostos.
 
A partir dessas análises, este estudo se propôs a responder a seguinte questão: Quais os aspectos fiscais e contábeis envolvidos nas empresas quando se utilizam da evasão ou elisão fiscal? Assim, o principal objetivo desta pesquisa consistiu na confrontação entre evasão e elisão fiscal para análise dos aspectos contábeis e fiscais decorrentes da utilização desses mecanismos de redução de impostos para a empresa estudada.
 
2 REVISÃO DA LITERATURA
 
2.1 Evasão Fiscal – Conceito e Espécies
 
Para Dória (1971), em um sentido amplo, evasão fiscal é toda ação ou omissão de uma obrigação tributária com objetivo de excluir, reduzir ou retardar o pagamento de tributos. Essa ação, segundo o autor, resulta em adiamento, diminuição ou supressão de valores financeiros para com uma pessoa jurídica de direito público, visto que, direta ou indiretamente, o alvo principal atingido pela evasão “[...] é sempre uma receita de natureza tributária” (Dória,1971, p. 9).
 
Segundo Malkowski (2000), a evasão tributária é a fuga da obrigação do pagamento dos tributos, abrangendo, em sentido amplo, não somente as condutas ilícitas, mas também as lícitas.
 
Contrariamente a essa posição, Rossi (1967) ressalta que a evasão fiscal não é uma infração, em razão da existência legal permitida ao contribuinte para pagar seus tributos com economicidade. Para o autor, há evasão fiscal quando o contribuinte busca vantagens apoiado na lei, diferentemente de fraude, que é a violação da lei. O autor complementa afirmando que a evasão é a manifestação da repulsa do contribuinte aos processos de arrecadação ou às leis de tributação. Igualmente para Becker (2002), evasão fiscal, que também pode ser chamada de elusão ou evasão legal, é diferente de fraude fiscal.   
 

Karen Arlin Rivas

Resumen

 

Desde el 2012, cientos de miles prove-Dnientes de Irak, Siria y Afganistán, salen de  sus  países  mientras  huyen  de  la guerra. Temen por sus vidas y sueñan con una mejor vida lejos de la pobreza y la agitación de sus  inestables  naciones.  Las  precarias condiciones de vida en que se encuentran, así como  la  falta  de  desarrollo  productivo  y  el desequilibrio social acentuado por los cambios climáticos ha fomentado la emigración hacia las grandes  urbes,  con  el  fin  de  satisfacer  sus necesidades básicas de desarrollo.

 

La guerra en Siria ha provocado desplazado que han decidido migrar. Los migrantes se multiplican y hay que darles cabida porque eso corresponde a la forma de ser europea. Se analizan los efectos de la suspensión del Protocolo de Dublín por parte de Alemania, en el que se establece que el primer país que llegan los refugiados es el encargado de procesar su asilo y trámites, la crisis de refugiados es el mayor reto al que se enfrenta Europa.

 

Palabras clave: migración, Siria, desplazados, crisis migratoria, políticas migratorias.

 

Introducción

 

La evolución del fenómeno migratorio a nivel global, especialmente en los países de más larga tradición migratoria, da lugar a una compleja relación entre migración y desarrollo. Para los países emisores, los saldos históricos del fenómeno tienden a circunscribirse en un círculo vicioso y perverso, en el que uno y otro se sitúan como extremos antagónicos. Sin embargo, con la emergencia y fortalecimiento de las organiza-ciones de migrantes se abre la posibilidad de modificar este escenario, aprovechando los recursos materiales y humanos para impulsar estrategias de desarrollo local y regional. A raíz de las manifestaciones multitudinarias que tuvieron lugar en toda Siria desde marzo de 2011, en protesta por la gran campaña de represión y contención con que el gobierno respondió a ellas, se produjo un conflicto armado interno, así como una catástrofe humanitaria. Han muerto más de 190 mil personas y hay alrededor de 10,8 millones que necesitan asistencia humanitaria urgente dentro de Siria.

 

Los desplazados se han visto obligados a abandonar sus hogares a causa del conflicto, buscando refugio en los países cercanos. Pese a la magnitud histórica de la crisis de refugiados sirios, y al considerable impacto que ha tenido en los países vecinos, la comunidad internacional no ha prestado el apoyo necesario y, en este último año, ha incrementado la migración forzada hacia Europa.

 

Este ensayo se centra en una serie de preguntas relacionada con esta temática, en donde se plantea cuáles son los cambios culturales y sociales que enfrentan la comunidad de desplazados y el reto de Europa ante ello. De igual manera, se analizan las causas que generan los desplazamientos forzados.

 

Para responder a la pregunta antes formulada, en primer lugar se expone un marco teórico general sobre la migración, desplazados y transnacionalismo; en segundo lugar se presenta una revisión sintetizada sobre el papel de las organizaciones y de los medios de comunicación, en donde se enfatiza en la interacción entre los actores sociales y las instituciones alrededor de ellos; y, en tercer lugar, se analiza el caso de los desplazados sirios, esto, por medio de la exposición de las cuestiones históricas y  geopolíticas que desencadenaron este conflicto. La intención de este trabajo es mostrar que la fragmentación de las familias y de las comunidades, dificulta las posibilidades de consolidar procesos de permanencia e identidad cultural de los pueblos, y que la migración siria al golfo no conduce a integraciones transna-cionales. Así mismo que los principales retos para la Unión Europea es modificar sus políticas de asilo y migración para integrarlos en el entorno social, cultural y político siendo este último el mayor reto.

 

Crisis migratoria europea

 

La crisis migratoria europea es una combinación de migrantes económicos y refugiados hacia a la Unión Europea, a través del Mar Mediterráneo, los Balcanes,medio Oriente y el sur de Asia. En los últimos años, Medio Oriente ha estado en continuos conflictos armados, conduciendo a la crisis migratoria y que se han ido acentuado, uno de ellos es Siria, dejando así una migración excesiva de desplazados forzados (Townsen, 2015).

 

El conflicto de Siria es la peor crisis de refugiados ocurrida en el mundo en una sola generación, ya que casi la mitad de la población del país se ha visto obligada ya a abandonar su hogar, situación que no se había dado desde la S e g u n d a G u e r r a m u n d i a l ( A m n i s t í a Internacional, 2014). La crisis de refugiados es de proporciones tan enormes, que los principales países de acogida están ya al límite de su capacidad. La difícil situación de Siria es parte de una crisis mundial de desplazamiento: Por primera vez, desde la Segunda Guerra Mundial, el número de personas desplazados forzados de sus hogares supera a los 50 millones y una de cada cinco de estas personas es siria. A partir de las manifestaciones que se dieron en Siria desde el 2011 y la forma en que la campaña del gobierno sirio actuó, condujo a uno de los mayores conflictos armados en dicho país.

 

Marco teórico

 

La migración” es el desplazamiento de una persona o conjunto de personas desde su lugar habitual de residencia a otro, para permanecer en él más o menos tiempo, con la intención de satisfacer alguna necesidad o conseguir una determinada mejora (Giménez, 2003).

 

Otro elemento central para la comprensión y caracterización de un desplazamiento como forzado es el papel del estado, así como las expectativas y exigencias respectos al mismo. La incapacidad o el desinterés estatal pueden ser entendidos como formas de violencia que comienzas desde el momento en que el Estado no cubre o no responde a las necesidades de su ciudadanía, o cuando no implementa las medidas necesarias que aseguren el desarrollo de una vida digna o aminoren la vulnerabilidad (Celis, S/F).

 

Las migraciones son consideradas como los movimientos que supongan, para el sujeto, un cambio de entorno político administrativo, social y/o cultural relativamente duradero; o, de otro modo, cualquier cambio permanente de residencia que implique la interrupción de actividades en un lugar y su reorganización en otro. De acuerdo con los diferentes grados de libertad que existen para las migraciones (voluntarias, forzosas y de refugiados), se puede decir que las migraciones en Siria han sido de refugiados,ya que, de no abandonar su país peligran su medio inmediato de vida o, incluso, su vida misma. De hecho tienen más dificultades de asentamiento en el país receptor, puesto que a menudo realizan el cambio precipitadamente.

 

De acuerdo con Cristina Blanco (2000), existen tres causas para los desplazamientos: las ecológicas, las económicas y las políticas. Las primeras son causadas por catástrofes naturales o situaciones adversas del hábitat; el ser humano aún no disponía de los medios técnicos necesarios para hacer frente a los desastres naturales o sus consecuencias. Las migraciones económicas son las producidas, como su nombre lo indica, por causas económicas. Y las políticas son las provocadas por intolerancia nacionalista, por intransigencias religiosas o políticas, por situaciones sociales altamente conflictivas. Aquí se incluyen todos los movimientos originados por cualquier tipo de conflicto bélico o por persecuciones de carácter racial, étnico, dando lugar a las figuras de los desplazados, exiliados, aislados o refugiados. Por ende, la principal causa de los desplazados en Siria, sería la política, ya que viven una situación conflictiva por las campañas de represión que inicio el gobierno sirio.

 

Existe una creciente literatura sobre las implicaciones de seguridad de la migración, en general y sobre los refugiados. En particular, el trabajo cuantitativo reciente confirma la intuición de que la violencia política y la persecución son determinantes significativos de vuelo. Los refugiados no son simplemente productos de la guerra pero pueden servir como catalizadores para el conflicto (Salehyan, 2008). De igual manera, en las migraciones actuales se habla de transnacionalismo como un conjunto de actividades construidas por los migrantes transnacionales que les permiten vivir, de forma simultánea, en dos comunidades diferenciadas y separadas por el territorio. Transmigrantes serían, entonces, los inmigrantes que cotidia-namente viven, dependiendo de las múltiples y constantes interconexiones a través de las fronteras nacionales y cuyas identidades se configuran en relación con más de una nación-Estado (Glick-Schiller, Basch y Szanton-Blanc, 1995). Sin embargo, las migraciones no son sinónimo de transnacionalismo. Este último es un fenómeno que acompaña a una manera particular de migrar que no necesariamente es universal, ni siquiera en la actualidad. No todos los migrantes son transmigrantes. Solo lo son aquellos que mantienen relaciones estrechas entre el origen y el destino, con lo que presentan una acusada dualización o bipolarización de sus vidas. Se requiere regularidad y mantenimiento en el tiempo de las actividades transnacionales para que éstas tengan efectos reales sobre los sujetos migrantes y sus sociedades de origen y destino, con lo que se generan, así, verdaderas comunidades transnacionales. Las actividades transnacionales no se realizan ajenas a las limitaciones y a las oportunidades de las localidades y/o naciones de origen y destino, ni pueden evitar las normativas que organizan las vidas en uno y otro referente local concreto; los migrantes transnacionales, en muchos casos, lejos de contravenir los imperativos económicos, legales y de dominación existentes, lo que hacen es perpetuarlos bajo nuevas formas y condiciones (Smith y Guarnizo, 1998). Por su parte, y en referencia al asedio al Estado nación, algunos autores indican que el transnacio-nalismo no acabará con esta manera de organización político-administrativa, si bien obligará a redefinir las relaciones entre nación-Estado y (Kastoryano, 2003).

 

Migración siria y sus causas

 

En enero de 2011 la revolución en Túnez marcó el inicio de la llamada Primavera Árabe. El levantamiento exitoso de Túnez inspiró una inestabilidad similar en los países a lo largo del norte de África y Medio Oriente que, como Túnez, experimentaban un desempleo elevado, corrupción y represión política de parte de dictadores. En marzo de 2011 la violencia se desató en Daraa, Siria, luego de que un grupo de niños y adolescentes fueron arrestado por pintar un grafiti con motivos políticos. Docenas de personas murieron cuando las fuerzas de seguridad se enfrentaron a los manifestantes. Los inconformes pronto pidieron que al Asad dejara el cargo, al igual que Hosni Mubarak, de Egipto, y Zine el Abidine Ben Alí, de Túnez. Al Asad prometió hacer cambios y levantó el estado de emergencia en el país que, durante 48 años, le dio al régimen el poder de detener a cualquier persona por tiempo indefinido sin levantarle cargos.

 

Sin embargo, solo cuatro días después de que se levantara el estado de emergencia, en abril de 2011, el régimen sirio envió miles de soldados a Daraa para emprender una campaña de represión. Siria tiene estructuras tribales fuertes, que influyen en la política y la vida social, que contribuye a que en la población se den los movimientos internos (Chatty, 2010). A su vez, es un mosaico de religiones y de minorías étnicas que constituyen parte de la riqueza cultural de este país, pero la religión en Siria es algo más: es un componente esencial de las estrategias de políticas del régimen. Y hoy en día, en tiempos de revuelta, la importancia del factor religioso y comunitario es más evidente. El régimen intenta desestabilizar a la oposición, estrategia que no parece funcionarle del todo, puesto que las minorías están participando, aunque todavía tímidamente, en las acciones de denuncia contra el régimen.

 

La confrontación entre los protestantes y el régimen de Siria rápidamente desarrolló un conflicto armado, en el cual los medios periodísticos internacionales cada vez más la describían como una guerra civil, a pesar de que en la realidad era un guerra entre grupos descoordinados contra el régimen y la armada de Siria, los servicios secretos y milicias del régimen leal (Leenders and Heydemann, 2012).

 

El conflicto armado en Siria se ha caracte-rizado por los crímenes de guerra, los de lesa humanidad, abusos generalizados contra los derechos humanos y el desprecio absoluto por la vida de los civiles de los que cabe respon-sabilizar, particularmente, a las fuerzas leales al gobierno del presidente Bachar el Asad. Entre las v i o l a c i o n e s d e l d e r e c h o i n t e r n a c i o n a l humanitario cometidas por la fuerzas del gobierno y por agentes no estatales figuran uso de armas prohibidas, ataques indiscriminados, ataques directos contra civiles y bienes civiles, ejecuciones sumarias y captura de cautivos civiles. El grupo armado que se da en llamar Estado Islámico (IS) Ha llevado a cabo militares ejecuciones sumarias, tanto de combatientes capturados como de civiles, y ha infligido tortura y otros malos tratos, incluso a los niños (Amnistía Internacional, 2014).

 

La posición geografía de Siria en el corazón del Medio Oriente asiático y su política exterior independiente, lo convierten en un país clave en el mundo árabe. Siria es una sociedad religiosamente mixta y la naturaleza, cada vez más sectaria de la violencia en algunas zonas del país, ha contribuido a fomentar la tensión sunita-chiíta en el medio oriente.

 

Situación actual de migración de sirios hacia países vecinos y Europa

 

Los refugiados crearon un dilema para el gobierno sirio. No quería terminar en una situación en que los refugiados se convirtieron en una parte permanente de la población (Fagen, 2009), La ONU señala que la violencia ha dificultado el acceso al agua, alimentos, energía eléctrica y suministros médicos a muchos sirios, lo que ha obligado a miles a abandonar el país. El conflicto en Siria ha desplazado de sus hogares a miles de personas que buscan protección. A la fecha del 3 de noviembre hay 4 millones 290 mil 332 refugiados sirios en los países vecinos de Egipto, Irak, Jordania, Líbano y Turquía. Esta cifra incluye a 2.1 millones de sirios registrados por la Agencia de Naciones Unidas para los Refugiados en Egipto, Irak, Jordania y Líbano, así como 1.9 millones de sirios registrados por el gobierno de Turquía y más de 26 mil 700 refugiados registrados en el Norte de África. La magnitud de la crisis de refugiados sirios no sólo es en cifras sino también por la situación vivida en su trayecto hasta llegar a Europa. Los refugiados emprenden un largo camino desde Siria hasta el Viejo Continente, con la intención de terminar el viaje en países como Alemania o Suecia, lugares que están recibiendo mayor número de peticiones de asilo.

 

Se calculó que en 2014 llegaron, por mar, a Europa, alrededor de 219 mil refugiados, mientras que en octubre del 2015 se registraron 218 mil 304 personas, superando las 172 mil 843 que llegaron en septiembre. La capacidad de acogida de los países vecinos está desbordada y esto obliga a cientos de miles de personas a recurrir a traficantes sin escrúpulos para realizar peligrosas travesías a través del Mediterráneo, en un intento por llegar a la seguridad en Europa. El número de refugiados e inmigrantes que llegó el mes de octubre, por mar, a Europa, fue casi el mismo que en todo 2014, (ACNUR, 2015).

 

Papel de las organizaciones y los medios de comunicación

 

En la sociedad actual, el poder de los medios de comunicación se convierte en trascendental. Situaciones que en otros años serían desconocidas, nos llegan al instante a través de la prensa, la radio, la televisión e internet. Estos medios producen un efecto inmediato en la opinión pública ya que nos transmiten la huida desesperada de los sirios por barcos trenes, camiones y a pie por encontrar asilo en otros países para mejorar su calidad de vida.

 

El Alto Comisionado de la ONU para los Refugiados (UNHR), planteó una política de ayuda a los refugiados para trabajar y ser productivos, utilizando sus habilidades existentes para satisfacer sus propias necesidades y las del país de acogida, debiendo garantizar el derecho de los refugiados a acceder a las oportunidades de trabajo y otros medios de subsistencia que están disponibles para los nacionales. Esto coincide con las intervenciones del programa con los niveles correspondientes de la capacidad de los medios de vida (bienes de subsistencia existentes, tales como habilidades y experiencia laboral) y las necesidades detectadas en la población en el refugio, así como las demandas del mercado para que los esfuerzos humanitarios sean más eficaces. Es importante entender el perfil de los que buscan refugio (actual sistema de salud mental y los recursos disponibles), si es suficiente la ayuda que se proporciona a los refugiados, así como los estímulos y efectos por parte de los países de acogida (UNHR, 2015).

 

El problema con los reportes de la UNHR,en parte, es que se han construido con las cifras del gobierno sirio y es casi imposible confiar en ellas.

 

Cambios culturales y sociales

 

El desplazamiento crea rupturas de hábitos, prácticas económicas y políticas que los mismos individuos representan ante la comunidad, en sus fiestas, mercados y encuentros rituales, colectivos e interfamiliares. Los principales efectos culturales son que se produce una fragmentación territorial, simbólica y sociopo-lítica de las organizaciones regionales, especial-mente en los ámbitos locales. El ataque a las formas e instancias organizativas de cualquier grupo social rompe la base de la comunidad. Asimismo, la fragmentación de las familias y de las comunidades dificulta las posibilidades de consolidar procesos de permanencia e identidad cultural de los pueblos. La deslocalización (pérdida de lugar de contextos) rompe con los desarrollos sociales, políticos, económicos y culturales, la construcción o renovación de estrategias de resistencia cultural se debilita, facilitando los embates de los modelos y disposiciones económicas y políticas lesivas para la sociedad. De igual forma, se da la ruptura de los procesos de la educación por el desplazamiento que genera analfabetismo y pobreza intelectual (Ahumada, Moreno y Sánchez, 2004).

 

Se podría decir que la fragmentación de la sociedad es proporcional al crecimiento del desplazamiento, ya que, como se mencionó anteriormente, todos los conflictos que se han dado han hecho que la sociedad se fragmente, conduciendo a que se origine un mayor desplazamiento forzado.

 

Reto de la Unión Europea ante los desplazados sirios

 

La Unión Europea se enfrenta, en estos días, a la mayor  crisis  del  proceso  de  integración desde su creación. La crisis de refugiados es el mayor reto al que se enfrenta Europa. Es así que ante la masiva llegada de los refugiados a los países europeos, Alemania suspende, de facto, la aplicación de la Convención de Dublín, que regula el procedimiento de tramitación tras una petición de asilo en el Espacio Schengen. Esta medida agiliza la gestión administrativa de los expedientes de asilo desbordada tras la avalancha desatada por la reciente crisis migratoria, aliviando la sobrecarga soportada por los países receptores como Grecia.

 

Según el texto legal, los solicitantes de asilo en la UE podrán hacerlo en el país donde acrediten al menos cinco meses de estancia. En caso de no ser así, deberá tramitar la petición el país por el que hayan entrado en el territorio de la Unión Europea. Para determinar esto, la primera fase del procedimiento es una entrevista personal con el demandante de asilo. Luego se debe contrastar con los países implicados y el proceso se paraliza mientras se resuelven las alegacionesque puedan interponerse.

 

La UE está fracasando en la asistencia de ayuda humanitaria a las personas que están llegando, de manera masiva, a sus fronteras, de nuevo Europa fracasa, tal como sucedió con los refugiados de los Balcanes Occidentales durante las guerras de Yugoslavia. Por tanto, es imprescindible dotar de más recursos las medidas orientadas a la atención de los refugiados una vez en territorio comunitario (Ferrero, 2015).

 

En primer lugar se hace necesaria una profunda reforma de la política migratoria y de asilo europea que incluya la apertura de vías legales para la presentación de peticiones de asilo en los consulados y un reparto equitativo de las cargas de refugiados, pero también la puesta en marcha de mecanismos europeos de gestión para atender las migraciones laborales, familiares, etcétera . Se hace también imprescindible un cambio de la Política Exterior y de Seguridad Común en la que no sólo esté incluido el control de fronteras, sino también la acción en el origen de las causas que provocan la salida masiva de personas.

 

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